Glória Kalil responde a perguntas sobre "etiqueta gay"

segunda-feira, 6 de julho de 2009

A jornalista, empresária e consultora de moda Glória Kalil respondeu a perguntas sobre o universo gay em seu site, o Chic.

Atualizando as regras de etiqueta que apresentou no "Fantástico", da TV Globo, no dia 14/06, Kalil falou, de maneira simples e direta, sobre assuntos espinhosos e polêmicos que ainda cercam a homossexualidade, como, por exemplo, o fato de assumir ou não a orientação sexual.

"Se a pessoa não assumiu [que é gay] é porque não pode, não soube, não quis, não se sentiu à vontade; por isso, segure a onda até que ela libere a informação", respondeu, objetiva, a um leitor. Em outra pergunta, a jornalista resume com deliciosa ironia se uma pessoa deve ou não contar para uma amiga que o namorado dela é gay. "Fique sossegada que logo, logo ela vai perceber que tem alguma coisa esquisita nesse namoro. Não vá você pagar esse mico. E tem mais: de repente, pode até dar certo. Tem tanto mistério nesse mundo...", diz.

Entre assuntos familiares e sexuais, Glória Kalil comenta também sobre a transexualidade. "Como me dirigir a um transexual: ele ou ela?", pergunta um leitor. "Chame pelo gênero que a aparência indicar. Ele ou ela lutaram tanto para merecê-la!", responde, objetiva, mostrando que não dói nada ser chique.

Fontes primárias da violência escolar

Por Chafic Jbeili – psicanalista e psicopedagogo

A violência escolar tende a diminuir quando a impositividade ao estudo é substituída pela compreensão do estudar. Ninguém deveria ir para escola antes de entender suas razões para aprender.

Há muito tempo pesquiso, informalmente, as causas mais remotas da violência escolar, motivo de tanto mal estar no sistema educacional, razão para o sofrimento de pais, educadores e educandos. Na multiplicidade de fatores desencadeantes da violência escolar pude abstrair um forte componente, dentre tantos: a impositividade ao estudo.

A fonte primária de toda violência está associada à tentativa de ajustamento do ego por meio de seus mecanismos de defesa. é o sujeito tentando sobreviver! Precisa processar milhões de informações, muitas vezes conflitantes, para se adaptar às imposições do ambiente.

Desta forma, compreendo a violência escolar como uma espécie de refugo da neurose criada pelas demandas de adaptação ao ambiente. A neurose dura até o exato momento em que o ego consegue uma solução para o impasse entre pensamentos contraditórios; e se estabelece justamente quando as defesas do ego falham. Idéias não elaboradas causam irritação.

Mas de onde vem esta irritação? Ela vem da supremacia de uma idéia conflitante com outras idéias anteriormente estabelecidas, a exemplo do princípio político de erradicação do analfabetismo e a falta de interesse pelo estudo por parte do aluno. Como mediador deste processo fadado ao fracasso está o professor mal remunerado, mal amparado tecnicamente e, por isto, mal reconhecido profissionalmente, quando na verdade tem feito milagres.

O Estado que se diz livre e democrático impõe, por força de lei, algumas regras que fazem muito sentido à sociedade como um todo, mas estas regras são, em sua essência, contrárias à natureza humana, causando, portanto, a neurose objeto do conflito de idéias fortes e consistentes, cada vez mais difícil para o ego despreparado sublimar, compensar, racionalizar, enfim, elaborar tal conflito. Daí a ansiedade, o estresse e depressão, considerados doenças do homem moderno e também por isto o estresse tem se antecipado às crianças.

O Governo, por meio de suas leis, determina a obrigatoriedade da pessoa fazer ou deixar de fazer certas coisas e, inadvertidamente, interfere nas escolhas consideradas de foro íntimo e pessoal, a exemplo da quantidade de cônjuges que uma pessoa deve ter; interrupção de gravidez; votar em tempos de eleição; prestar o serviço militar; declarar bens e rendas; idade para iniciar a trabalhar e até mesmo estudar. Estudar é obrigatório no Brasil. Pais podem perder a guarda de filhos que estejam fora do sistema de ensino.

Como é nocivo, em termos psíquicos, a pessoa ser constrangida a fazer algo contrário às suas crenças, vontades ou demandas. Como é revoltante fazer ou deixar de fazer algo por pura imposição. Embora a violência esteja também presente no código genético é no limiar das pressões do ambiente que o sujeito descobrirá uma forma para lidar com a situação opressora, muitas vezes precisando utilizar da força que dispõe, na forma que consegue aplicá-la.

Para a maioria dos estudantes, desde crianças a pós-graduandos, estudar é uma destas coisas que se faz à força, contra a vontade. Basta comparar a energia de expressão das crianças entre o momento de ir para a aula e a hora do recreio ou das férias. Nas aulas de pós-graduação não é diferente, pois boa parte dos acadêmicos está interessada apenas no certificado para melhorar sua renda ou status social, mas poucos os que se dedicam ao estudo e pesquisa.

Toda impositividade, independente de seu agente originário, pode deixar qualquer um com os nervos à flor da pele. Por isso, psiquiatras famosos escrevem livros e enchem auditórios em congressos sobre Educação. Fazem sucesso pregando o amor como alternativa eficiente para se efetivar o processo ensino-aprendizagem.

O amor, neste sentido, é apenas mais uma forma direta e objetiva de compensar a brutalidade da imposição ao estudo, auxiliando o ego destas crianças, adolescentes ou adultos que se vêem obrigados a frequentarem a sala de aula, seja por força de lei, por constrangimento social ou pela necessidade financeira. Repito: Ninguém deveria poder entrar na sala de aula antes de entender suas razões para aprender.

De qualquer forma, toda impositividade suscita desde simples irritação até a ira como resposta e, por conseguinte, o produto final quase sempre será a violência, pois é a forma como a sociedade ensina as pessoas lidarem com situações adversas. Observe as cantigas de crianças, os desenhos animados, os filmes de maior bilheteria. Todos os enredos ensinam e incitam a violência, nenhum enfatiza a moral, a ética e o caráter.

Continuarei a pesquisa sobre violência escolar, mas no momento encerro este texto citando Theodore Palmquistes: “O grande segredo da educação pública de hoje é sua incapacidade de distinguir conhecimento e sabedoria. Forma a mente e despreza o caráter e o coração. As conseqüências são estas que se vê”.
Abraços,
Prof. Chafic Jbeili

Psicanalista e Psicopedagogo
Diretor e editor Chafic.com.br - www.chafic.com.br
Diretor-executivo ABMP/DF - www.abmpdf.com
Presidente Sopensar - sopensardf.blogspot.com
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Suporte e formação continuada para educadores(61)3377-9175 (61)8490-3648 chafic@chafic.com.brwww.chafic.com.br - Brasília-DF Brasil

Biblioteca monteiro lobato apresenta peças de teatro de animação

terça-feira, 30 de junho de 2009

Ao dar vida a objetos e bonecos, a história encenada em um palco ganha ainda mais encanto aos olhos do público, cuja imaginação passa a trabalhar intensamente. É a partir dessa premissa que se desenvolve o gênero conhecido como teatro de animação, que entre os dias 3 e 26 de julho, na Biblioteca Infanto-Juvenil Monteiro Lobato, é representado pelas montagens das Companhias Trucks, Animasonho, Trecos e Cacarecos e Palavras Andantes.

Com curadoria da própria Trucks, que mantém na biblioteca o Centro de Estudos e Práticas em Animação, o ciclo apresenta o espetáculo Bonecrônicas que traz para a cena paulistana histórias dos pampas gaúchos, berço dos fundadores do grupo Animasonho: os irmãos Tiarajú e Ubiratan Carlos Gomes. Conhecido pela variedade de bonecos utilizados, a dupla se tornou referência nesse tipo de teatro, tendo viajado por países como Uruguai, Argentina e Portugal.

Dia 12, sobem ao palco os personagens da peça Folia de boi, do Núcleo Treco e Cacarecos. Unindo objetos a atores, contadores de histórias e músicos, o grupo conta a tradicional lenda do Boi Bumbá, embalado pelo ritmo folclórico do Maranhão. Em meio a bordados, fitas de cetim e lantejoulas, os bonecos ora revelam seus manipuladores, ora deixam ocultos os atores.

Dando continuidade à musicalidade em cena, a Cia. Palavras Andantes utiliza elementos folclóricos, entre danças, rituais e lendas, para desvendar a cultura tupiniquim na peça Contando o Brasil. A dupla de atores, Célia Gomes e Fábio Rosa, anima objetos do cotidiano, acompanhados ao vivo pelo músico João Nascimento.

Encerrando a programação, a Cia. Trucks apresenta a peça Zôo-ilógico. Ao planejarem um piquenique no zoológico, mas encontrando as portas fechadas, dois amigos resolvem criar seus próprios animais a partir de pratos, panos, garrafas e talheres. O projeto comemora a volta da parceria entre três dos mais conceituados profissionais do teatro de animação do país: Cláudio Saltini, da Cia. Circo de Bonecos, Henrique Sitchin e Verônica Guerchman, da Trucks. A primeira experiência do trio foi em 1991 com espetáculo Truks: a bruxinha, vencedor de diversos prêmios, e que permaneceu em cartaz por sete anos.

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO COMPLETA:

BONECRÔNICAS
Grupo Animasonho, de Porto Alegre. Composto de pequenos esquetes e números musicais, o espetáculo é uma declaração de amor à América Latina.
/ Dia 3, 20h30. Dia 5, 11h

FOLIA DE BOI
Núcleo Trecos e Cacarecos, de São Paulo. Texto: Kelly Orasi e Lílian Guerra. Músicos convidados: Cesinha e Dalton.
Por meio de fantoches, a peça mostra o desejo de uma mulher grávida que conta com a ajuda do marido para comer a língua de um boi que pertence a um coronel.
/ Dia 12, 11h

CONTANDO O BRASIL
Cia. Palavras Andantes, de São Paulo. Músico convidado: João Nascimento.
Por meio de cantigas, danças, trava-línguas e brincadeiras, a encenação resgata a celebração do folclore e da cultura popular brasileira.
/ Dia 19, 11h

ZÔO-ILÓGICO
Cia. Trucks, de São Paulo. Ao encontrar o portão do zoológico fechado, dois amigos decidem se divertir na calçada e montar um zoológico com objetos de um piquenique.
/ Dia 26, 11h

Serviço: Biblioteca Infanto-Juvenil Monteiro Lobato - Rua General Jardim, 485, Vila Buarque, Centro tel. 3256-4122. Atendimento: 2ª a 6ª, das 8h às 18h. Sábados, das 10h às 17h. Não tem estacionamento. Tem acesso para deficientes.

Capacidade: 80 lugares.

http://www.bibliotecas.sp.gov.br/

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Discurso sobre o tema sexualidade é equivocado

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Constatação é de que professores não se sentem à vontade sobre o assunto; sobram preconceitos e esteriótipos

18/06/2009 - 11h12 . Atualizada em 18/06/2009 - 11h19

Fabiano Ormaneze
Agência Anhangüera de Notícias

Aproveitando o mês da diversidade sexual, com várias manifestações pelo País contra a discriminação, o Fórum Permanente de Desafios do Magistério discutiu ontem o tema “gênero e sexualidade na escola”, no Centro de Convenções da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). A constatação de especialistas é de que educadores ainda não se sentem à vontade para abordar o assunto e de que, no discurso empregado por eles, sobram preconceitos e reafirmações de estereótipos.

O Desafios do Magistério é uma promoção da Associação de Leitura do Brasil (ALB), da Rede Anhanguera de Comunicação (RAC), por meio do projeto Correio Escola, e da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). “O discurso sobre a sexualidade ainda se resume às questões biológicas. São desconsiderados aspectos ligados à constituição histórico-social do que se considera padrão. A discussão que se vê se baseia em chamar de homem quem tem pênis e de mulher quem tem vagina, cada um se atraindo pelo sexo oposto. Qualquer conceito diferente é considerado anormal”, explicou a professora e pesquisadora Helena Altman, da Unicamp. O professor Anderson Ferrari, da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e militante do movimento gay, contou que, durante entrevistas com homossexuais, a escola sempre aparecia como um lugar para o preconceito. “As primeiras ofensas e agressões acontecem entre os colegas de turma”, contou.

A formação continuada de professores e a discussão interdisciplinar sobre a sexualidade, envolvendo áreas como história, antropologia, filosofia e sociologia, podem significar uma mudança de posicionamento. “Como dizia Foucault (Michel Foucault, filósofo francês da segunda metade do século 20), todo sistema de educação é uma maneira política de manter ou modificar os discursos”, lembrou a professora Cláudia Ribeiro, da Universidade Federal de Lavras (Ufla).

A professora Maria Rita de Assis César, da Universidade Estadual do Paraná (UFPR), explicou que, geralmente, os professores restringem às aulas à prevenção de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). “Num levantamento que fizemos, professores não se sentiam à vontade para falar de assuntos como masturbação ou homossexualidade. Não falar abertamente sobre esses temas colabora para que o preconceito seja mantido”, disse.

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In: http://www.cosmo.com.br/institucionais/correio_escola/mostra_noticia.php?url=\noticias\2009\06\18\30857.php Acesso em 26/06/2009.

Alunos da rede estadual terão desconto de 50% na inscrição para vestibular da USP

Medida começa a valer a partir desta quinta-feira e vai beneficiar cerca de 400 mil estudantes

A partir desta quinta-feira (25/6) cerca de 400 mil estudantes do Ensino Médio das escolas estaduais de São Paulo terão desconto de 50% na taxa de inscrição do vestibular 2010 da USP (Universidade de São Paulo).

Com taxa definida em R$ 100, o vestibular passará a custar R$ 50 aos alunos do último ano com renda familiar até R$ 1.163,00. Os jovens com rendimento até R$ 605 terão isenção total. Serão concedidos 65 mil descontos.

Os interessados devem se inscrever até o dia 10 de agosto no site www.fuvest.br < http://www.fuvest.br/ > . Além de preencher o formulário, o candidato deve encaminhar cópia do RG, comprovante de matrícula do ensino médio em escolas públicas, comprovante de renda, comprovante de residência e certidão da escola que comprove a condição de estudante. A classificação dos beneficiados será divulgado no site da Fuvest no dia 23 de agosto.

"Esta é uma iniciativa brilhante, que vai possibilitar maior participação de nossos alunos num dos processos seletivos mais importantes do País", disse o secretário de Estado da Educação, Paulo Renato Souza.

In http://www.educacao.sp.gov.br/
Acesso em 26/06/2009.
Pesquisa Fátima Catarina Fernandes

terça-feira, 23 de junho de 2009

Arraiá Tonho Zanluchi