Prof. Chafic Jbeili – www.chafic.com.br
Talvez eu não seja a melhor pessoa para falar de amor. Este é um tema melhor abordado pelos poetas, pelos artistas, pelas mães, pelas mulheres de modo geral. Eles sim podem falar com mais propriedade e com maior eloquência do que eu. Mesmo assim, a despeito de minhas limitações, ousarei falar sobre o amor em função de sua implicação à estrutura da autoestima.
Há vários sentidos e aplicações para a palavra amor. Em todos os empregos e usos do termo o significado comum é o de querer bem e agir em favor de algo ou alguém. Tudo que se faz com plenitude de vontade e intensidade de alma, se diz que é feito com amor. Portanto, o mal feito é por si só isento de amor porque não é máximo, não é esforçado, não é bem quisto, antes é feito com má vontade, de qualquer jeito, obrigado e, por isto, livre do significante amor.
A referência filosófica do amor alude aos relatos de Platão quando compara este sentimento com a caça; como algo que se busca a todo esforço até que se obtenha aquilo que acredita não possuir. Daí chamar de amor platônico toda forma de amor que extrapola os limites do bom senso e aproxima-se do patológico.
Em Freud tem-se entendido o amor como a pulsão mais primária, o impulso de vida; também conhecido nos escritos psicanalíticos como Eros. Este alterna com Thanatos, o impulso de morte. Enquanto o primeiro constrói e edifica, o segundo destrói e corrompe. O pai da psicanálise sugeriu vá rias vezes e em todas as suas obras a força dessas pulsões sobre as atitudes conscientes e inconscientes de nosso viver.
Enfim, são muitas as referências sobre amor e não há espaço e tempo neste singelo texto para abordar todas elas. As que aqui se apresentam são suficientes para referenciar o que pretendo vincular com o tema proposto, ou seja, o sétimo pilar da autoestima.
Desta forma, tanto no âmbito religioso-espiritual, filosófico ou psicanalítico o emprego da palavra amor e suas variações semânticas sugerem tratar de uma força sem limites, intangível, venerável e poderosa ao ponto de fortalecer, revigorar e gerar vida. Em outras palavras, o amor é como as turbinas de um avião ou o motor de um carro. Sem eles nem um nem outro poderiam sair do estado estático.
é(Eh) neste sentido que o amor se aplica a autoestima como sétimo pilar, pois sem esta força propulsora nada nem ninguém poderão mover-se e muito menos transformar-se. Nenhum dos outros seis pilares poderiam se efetivar sem o sétimo. Só o impulso de vida – amor – é que pode fazer uma pessoa mudar de idéia, se arrumar, tomar atitudes mais condizentes com o autorespeito, a autoafirmação, a integridade pessoal, a prosperidade e a melhora pessoal em todos os sentidos aplicáveis.
Não se pode ver o amor, mas pode-se percebê-lo atuante quando as pessoas são compelidas a mudar e a fazer mudar qualquer coisa ou pessoa para um estado melhor, mais bem aprimorado.
Autoestima é a tradução literal do amor próprio. Cada qual tem sua autoestima na mesma proporção do amor que sente por si próprio. Assim fica fácil entender porque as pesso as se prejudicam e se matam entre si, pois cada qual ama o próximo como a si mesmo.
Aquilo que se faz ao outro é, em análise, aquilo que se deseja fazer a si mesmo, mas de uma forma velada. E o que se quer fazer veladamente a si mesmo é o límpido reflexo da consideração e amor que cada um nutre e mantém por si mesmo. Ninguém que desonra a si mesmo poderá ter o outro em honra.
Em outra perspectiva desta análise, pode-se entender as pessoas que nos agridem e nos machucam como praticantes de ação proporcional ao ódio e repúdio que elas sentem por elas mesmas. Só quem conhece e experimentou o amor pode amar. Aquele que não sabe e sequer provou desta força chamada amor, jamais poderá desejar ou fazer o bem a si mesmo, quem dirá ao próximo.
Viver sem se sentir amado é uma porta para a angús tia e a depressão. Viver sem se sentir amado torna a vida muito mais dolorosa do que normalmente seria. Tudo fica mais difícil. Se relacionar fica mais difícil. Estudar, trabalhar, produzir fica quase impossível e então reina o impulso de morte, tornando as pessoas mais amargas, destrutivas, maldizentes e infelizes. O que esperar dessas pessoas?
Não há perspectiva de vida, de sucesso ou mesmo de futuro quando a pessoa não se sente amada, querida, desejada. Portanto, não basta dizer a uma pessoa que a ama ou usar sua linguagem de amor para acreditar que o outro está sendo amado. é necessário que o outro se sinta amado para que possa experimentar esta força que transforma e revitaliza qualquer pessoa que é agraciado por ela.
Nada pode ser mais sublime e produtivo para uma pessoa do que sentir-se amada pelo pai, pela mãe, por Deus, por qualquer algu&eac ute;m que lhe importa ou pela sociedade de uma forma geral. Os piores delinquentes, capazes das piores ações destrutivas e práticas antisociais são pessoas incapazes de sentir e experimentar o amor.
Esta incapacidade pode ser congênita, relacionada à micro lesões cerebrais que impedem o processamento de tal sentimento ou mesmo pela experiência do abandono, do descaso e do desprezo elaborados de forma peculiar em suas mentes a partir das ações e palavras de seus entes mais próximos, a partir do nascimento até algum momento de sua vida em que ocorre um insight negativo e passa a crer na idéia de que não é amado o suficiente, antes se sente indesejado e rejeitado. Eis a semente do mal, da criminalidade.
Ninguém rouba, mata ou destrói por amor, mas por ódio e revolta.
Como é saudável acreditar que Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu único Filho para que todo aquele que nEle crer tenha a vida eterna. Como é poderosa quando dita com sinceridade a frase “eu te amo”. Experimente dizer mais vezes eu te amo com as pessoas que você quer bem, mas comece dizendo a si mesmo(a) toda vez que se olhar no espelho pela primeira vez no dia. Contudo, nunca repita mais do que três vezes ao dia para não estimular eventual narcisismo!
As ações sociais de contenção da delinquência e repressão ao crime não deveriam se restringir a medidas socioeducativas e penais com base no Código Civil e na Constituição Federal apenas. Nada que se faça com base exclusivamente nas Leis e nas regras sociais poderá transformar o ódio de alguém em amor. Por isto as cadeias estarão sempre lotadas e os índices de criminalidade continuar&atil de;o aumentando dia após dia. Ninguém pode se sentir amado com a aplicação da Lei.
Também não é o caso de distribuir bíblias aleatoriamente. Pois, ainda que eu falasse as línguas dos anjos se não houver amor, nada adiantará. é preciso se sentir amado e experimentar este sentimento.
E se alguém não se sente amado e, portanto, não experimenta o amor como poderá ter bem consolidado o seu amor próprio? Assim, terá invariavelmente comprometido todos os sete pilares da autoestima.
Franco , a melhor referência teórica de amor que eu conheço está no primeiro livro que o apóstolo Paulo escreveu aos Coríntios, registrado no Capítulo 13, versos 1 a 8 da Bíblia, como se segue:
“Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine. E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria. E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria. O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece. Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade; Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor nunca falha[...]”.
Prof. Chafic
www.chafic.com.br
O sétimo pilar da autoestima: O amor!
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
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Marcadores: Artigos sobre educação
Disciplina com afeto: uma busca para a expansão dos limites
Elizabeth POLITY
Como se pode pensar a disciplina? Como estabelecer limites, de modo a promover crescimento e autonomia? Estabelecer a disciplina pode ser um ato de afeto? Ou é um ato de poder? ("Manda quem pode, obedece quem tem juízo" - afirma o dito popular...).
Certamente estas questões já foram alvo de reflexão por parte de muitos pais e professores que se vêem às voltas com a desafiadora missão de educar.
Muito se tem discutido, nos dias atuais, sobre as questões de disciplina e limites. Parece ser consenso entre diferentes pensadores das relações humanas, a importância de se estabelecer limites claros e bem definidos para propiciar condições seguras de desenvolvimento para a geração mais jovem. Por outro lado, também muito se tem falado de abusos de poder, de violência - física e moral - impetrada contra filhos e alunos, sob a égide da mesma disciplina.
Não me admira que pais e professores sintam-se hoje bastante confusos sobre quando e como corrigir, o que permitir e o que proibir, como não serem acusados de omissos, nem tampouco de violentos ou déspotas.
Para poder atender aos propósitos deste artigo, deixarei de fora as considerações sobre o abuso da autoridade e da imposição das regras, que conduz às patologias, da mesma forma que a ausência ou a dificuldade
Como estabelecer um equilíbrio entre acolher e corrigir? Como proporcionar segurança através de regras claras e bem definidas, sem destruir a criatividade e a iniciativa, condições tão importantes para o crescimento? Penso que estes sejam os marcos balizadores para aqueles que pretendem educar com afeto.
Com muita freqüência, seja na clínica, atendendo Famílias, seja na Instituição Escolar, deparamo-nos com questões relacionadas ao limite e à disciplina. O desafio que se impõe está, sobremaneira, relacionado à forma de exercê-los com afeto.
Winnicott, pediatra inglês que se dedicou a estudar o desenvolvimento infantil sob a óptica da Psicanálise, fala da mãe suficientemente boa que, entre outras qualidades, é aquela que oferece um holding para permitir o desenvolvimento saudável de seu bebê. Oferecer holding é dar um limite seguro para a criança se desenvolver, limite este que precisa continuar existindo, em diferentes níveis, na infância, no despertar da adolescência e mesmo ao longo de todo Ciclo Vital. Mas, essa mãe, também precisa ensinar seu bebê a tolerar frustrações e, desde cedo, perceber que existem limites externos que ele - o bebê - não controla.
O limite, visto num prisma mais amplo, é psicológico e socialmente estruturante. Ele dá a dimensão da realidade, diz o que se pode ou não fazer/ser, onde começa o desejo e onde termina a possibilidade de exercê-lo. E, assim, o sujeito constrói uma auto-imagem interna, aprendendo a perceber a si mesmo em contexto, pois sua existência não se dá senão em relação.
Alguns pais e professores indagam-se como exercer esse holding com firmeza e ternura e fazer-se respeitar. Penso que antes de tudo é preciso que eles mesmos se reconheçam como competentes e acreditem que, na base da construção da disciplina e da colocação do limite, está o afeto e o legítimo interesse pelo outro. Eu nomearia este estado de autoridade interna.
Perceber-se na relação e perceber o outro são passos igualmente importantes para se colocar limites. Indagações como: Acredito no que estou impondo? Concordo com estas regras? (Chegar cedo em casa é importante? Para quem?) O que eu penso/sinto com esta ordem? (Fizeram comigo..., aprendi assim..., sinto-me confortável em repetir?) Por que exigir este comportamento? (O que os outros vão pensar...?) podem ser de grande valia para se negociar uma ordem, pois elas nos permitem entender o que realmente desejamos e para quem este limite é estruturante.
Mas isto sem esquecer que, em cada faixa etária, existem diferentes possibilidades de negociação. Isto é, de conversas que tentam atingir uma decisão consensual e que beneficiem ambas as partes. Para que uma negociação construída possa vir ter lugar, é preciso se desenvolver uma escuta atenta e respeitosa do outro. Essa atitude costuma ser muito eficiente, estabelecendo respeito e admiração entre quem manda e quem obedece, mostrando-se especialmente válida para se trabalhar com adolescentes.
É claro que quanto menor for a criança, mais difícil será estabelecer um leque de opções para o que/quando/como deve ou não ser feito. Mas, mesmo assim, é interessante desde cedo adotar esta prática dentro de parâmetros inteligíveis pela criança, pois todos (mesmo os mais novinhos) apreciamos ser respeitados.
Interessante também é prestarmos atenção no nosso discurso. Não é o que se diz, mas a emoção com que se fala que define o dizer como uma ação. Um escutar que aceita o outro ou um escutar que o rejeita ou o desqualifica levam a significados diferentes, definindo ações diferentes na conversação. Os significados que se formam são coerentes com o estado emocional de quem participa desta conversação. Assim, as ações na linguagem estão totalmente entrelaçadas com as emoções que as sustentam.
De acordo com esta linha de pensamento, pode-se dizer que colocar limites é uma ação que fundamenta-se em uma emoção. Ela pode estar calcada numa aceitação do outro ou numa rejeição, que por vezes implica numa desqualificação. Traz consigo uma carga afetiva que é percebida pelo outro e que, portanto, desencadeia também uma resposta afetiva.
Assim, estabelecer limites tem a ver com estabelecer regras, normas, que não são escolhidas aleatoriamente, mas que tem muito a ver com estados emocionais e com contextos socioculturais nos quais emergem. Aceito que pensem diferente de mim? Como o outro vê/sente esta ordem? Posso tolerar que ele não concorde? (O que não significa abrir mão de condutas tidas como inegociáveis, apenas saber tolerar as diferentes visões de mundo).
Quando pais e professores percebem que estão intimamente implicados com sua emoção no ato de disciplinar, podem se ver fazendo parte do que eu nomearia de práticas dialógicas: conversações nas quais o contexto é definido pelo pedido. Aí, então, estabelecer limites e disciplinar podem ser entendidos como um ato de afeto, que respeita e legitima o outro, proporcionando-lhe melhores condições de adaptação à realidade.
Concordo com Bowen quando afirma que o desenvolvimento do ser humano é um processo de "diferenciação do self", que é favorecido ao se estabelecer limites com afeto. Este é, ao mesmo tempo, um conceito intrapsíquico e interpessoal. A diferenciação intrapsíquica supõe a capacidade do sujeito de perceber sentimentos e pensamentos, diferenciando os próprios dos alheios. A diferenciação interpessoal implica o sujeito saber separar o eu do outro, podendo se ver
Entendo que, em se tratando de relações humanas, não existem regras prontas nem receitas, mas acredito no poder da (auto)reflexão - saber fazer perguntas é uma arte! -, na força de se ver implicado na situação, no desafio de perceber os próprios sentimentos e de saber respeitar nossos interlocutores (mesmo que eles sejam bem mais jovens e inexperientes). Estas práticas podem nos colocar na confortável posição de co-construtores de cada situação singular que se apresenta nessa maravilhosa experiência que é viver!
BIBLIOGRAFIA
In Se me ama não me ame, Mony Elkaim, 1998.
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Marcadores: Artigos sobre educação
UMA BURCA PARA GEISY
sábado, 21 de novembro de 2009
Miguezim de Princesa
I
Quando Geisy apareceu
Balançando o mucumbu
Na Faculdade Uniban,
Foi o maior sururu:
Teve reza e ladainha;
Não sabia que uma calcinha
Causava tanto rebu.
II
Trajava um mini-vestido,
Arrochado e cor de rosa;
Perfumada de extrato,
Toda ancha e toda prosa,
Pensou que estava abafando
E ia ter rapaz gritando:
"Arrocha a tampa, gostosa!"
III
Mas Geisy se enganou,
O paulista é acanhado:
Quando vê lance de perna,
Fica logo indignado.
Os motivos eu não sei,
Mas pra passeata gay
Vai todo mundo animado!
IV
Ainda na escadaria,
Só se ouvia a estudantada
Dando urros, dando gritos,
Colérica e indignada
Como quem vai para a luta,
Chamando-a de prostituta
E de mulherzinha safada.
V
Geisy ficou acuada,
Num canto, triste a chorar,
Procurou um agasalho
Para cobrir o lugar,
Quando um rapaz inocente
Disse: "oh troço mais indecente,
Acho que vou desmaiar!"
VI
A Faculdade Uniban,
Que está em último lugar
Nas provas que o MEC faz,
Quis logo se destacar:
Decidiu no mesmo instante
Expulsar a estudante
Do seu quadro regular.
VII
Totalmente escorraçada,
Sem ter mais onde estudar,
Geisy precisa de ajuda
Para a vida retomar,
Mas na novela das oito
É um tal de molhar biscoito
E ninguém pra reclamar.
VIII
O fato repercutiu
De Paris até Omã.
Soube que Ahmadinejad
Festejou lá no Irã,
Foi uma festa de arromba
Com direito a carro-bomba
Da milícia Talibã.
IX
E o rico Osama Bin Laden,
Agradecendo a Alá,
Nas montanhas cazaquistãs
Onde foi se homiziar
Com uma cigana turca,
Mandou fazer uma burca
Para a brasileira usar.
X
Fica pra Geisy a lição
Desse poeta matuto:
Proteja seu bom guardado
Da cólera dos impolutos,
Guarde bem o tacacá
E só resolva mostrar
A quem gosta do produto
Postado por Franco Moraes às 09:18 0 comentários
Marcadores: Artigos sobre educação
Como saber se seu colega de trabalho é falso?
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Postado por Franco Moraes às 18:21 0 comentários
Marcadores: Empregabilidade e recursos humanos
Pesquisa mostra como são e onde estão os empregos ideais
11/10/2009 - 10h59 (Diná Sanchotene - A Gazeta)
O emprego do sonho é aquele que oferece oportunidade de crescimento e desenvolvimento profissional, ambiente de trabalho agradável, salário e cursos e treinamentos. Mas há uma fórmula assim, simples, do trabalho ideal? Não mesmo. Tudo depende do objetivo de cada profissional: há quem busque status social, há quem queira reconhecimento, há quem deseje apenas sombra e água fresca e pouca responsabilidade.
Teste qual o seu nível de satisfação com o seu atual emprego.
De qualquer maneira, o emprego dos sonhos é visto de forma diferente por quem está começando a carreira e por quem já tem seus 20 e poucos anos de profissão. De acordo com uma pesquisa desenvolvida pela Cia de Talentos, empresa especializada em recrutamento, mais da metade (60%) dos jovens entrevistados disseram desejar uma empresa pela imagem que a companhia passa por meio da qualidade de seus produtos e serviços. No levantamento, as empresas dos sonhos do recém formados são, nesta ordem: Petrobras, Google, Unilever, Vale, Nestlé, Natura, Itaú Unibanco, Microsoft, Globo e AmBev.
A consultora da Cia de Talentos, Mônica Mayol, ressalta que, dependendo do jovem profissional, uma boa maneira de conseguir o emprego dos sonhos é ingressar em um programa de trainee de uma grande empresa. Segundo ela, para quem está começando a carreira, a participação nesse programas pode ser considerado um selo de qualidade.
"O emprego dos sonhos é muito particular, depende do perfil de cada um. Um bom salário não significa ter um bom emprego para muita gente. O mais importante é trabalhar em uma empresa que ofereça como pacote crescimento profissional, qualidade de vida e respeito", avalia. Mônica destaca que unir o prazer de fazer o que se gosta, com benefícios e reconhecimento, parece um cenário ideal para todo profissional.
Para a gerente de atendimento da Catho Online, Camila Mariano, não é fácil encontrar o melhor de todos esses pontos em uma empresa só. Segundo ela, o que se pode encontrar é equilíbrio em todos estes fatores e, então, associar isso ao seu objetivo principal naquele momento.
"O emprego dos sonhos é aquele no qual seu principal objetivo é atingido, porém, cabe lembrar que somos eternos insatisfeitos e quando uma necessidade é atingida, outras surgirão, para que haja uma constante busca por novas oportunidades e desafios", disse.
Na opinião do coordenador do curso de administração da Univix/FGV, Frederico Pifano, o emprego do sonho não está relacionado com dinheiro ou benefícios, e sim com conseguir fazer aquilo de que se gosta. "É preciso compreender que o emprego dos sonhos é construído. Para consegui-lo é preciso galgar o crescimento. Ele está relacionado com que se acredita".
Já a doutora em Psicologia e professora da Fucape, Priscilla Martins e Silva, acredita que o emprego do sonho é aquele que a pessoa quer. "Ele parte do objetivo de cada um, além da procura pela autonomia e pela liberdade para criar. A carreira deve ter um planejamento, sem isso fica difícil. É preciso traçar objetivos que querem ser alcançados e pensar em cada passo para chegar lá", recomenda.
Castelos e vinhos: "Me apaixonei"
Ela é formada em Direito com especialização em Administração Hoteleira com ênfase em Alimentos e Bebidas. Hoje Isabel Lobo é gerente de Marketing do Restaurante Aleixo. Tudo começou quando ela foi ajudar em um evento de vinhos, pois sabia a língua espanhola. "Me apaixonei por essa experiência. Fiz o curso e vim de Belo Horizonte para Vitória para trabalhar com treinamentos em prefeituras e hotéis. Realizei um treinamento no Restaurante Aleixo e fui convidada para ficar", contou. Por conta de seu trabalho, Isabel faz constantes viagens e já ficou hospedada em um chateau, pequeno castelo do enólogo Patrick Valette, na região de Bordeaux, na França. Além disso, ela visitou a vinícola Almaviva, a mais respeitada do Chile, e participou de vários encontros de hotelaria em São Paulo.
O trabalho ideal
Para quem está começando
É aquele em que a carreira seja iniciada via estágio ou programa de trainee dentro de uma grande corporação e atuando dentro da área de conhecimento
Onde haja um mentor verdadeiramente comprometido com o desenvolvimento do subordinado e disposto a dividir conhecimento e repassar responsabilidades
Onde se tenha reais oportunidades de desenvolvimento na carreira e crescimento profissional
Onde haja espaço para opinar e ser incentivado a contribuir com suas ideias e sugestões
Onde seu esforço reconhecido e recompensado.
É o que entende que experiência é um dos fatores essenciais para uma melhor colocação, mas também para o próprio crescimento pessoal.
Para consegui-lo deve-se se investir em estágios relacionados com a área de estudo e de identificação e lembrar que o estágio é uma oportunidade de ganhar conhecimentos e aprender dentro de uma profissão e não um meio de ganhar dinheiro. Se puder unir ambos, ótimo.
Caso contrário, a prioridade é ir para o local onde ganhará maior experiência e poderá gerar o conhecimento e habilidades para posterior contratação.
Para quem está no mercado
Onde as possibilidades reais de crescimento e aprendizado sejam constantes, permitindo ao colaborador sempre estar acompanhando a tecnologia e as tendências de mercado;
Onde o esforço por tempo de trabalho, nível de comprometimento e contribuição para os resultados da empresa seja algo valorizado e reconhecido;
Onde haja um clima corporativo positivo e sua expertise seja considerada um patrimônio diferencial da empresa;
Onde haja um sistema de remuneração implementado, com plano de cargos e salários e programa de participação nos resultados;
Onde os benefícios sejam flexíveis e atendam a necessidade real do colaborador;
Onde a saúde e qualidade de vida se uma pratica diária e incentivada pela organização.
Sabe que o auxilio profissional é essencial, pois aumenta a motivação e proporciona melhor foco dentro das competências técnicas e comportamentais do candidato.
Além de avaliar cuidadosamente o colaborador, o profissional de recolocação traçará sua linha de desenvolvimento, no sentido de levá-lo a alcançar seu objetivo no menor espaço de tempo possível.
Fonte: Elcio Teixeira, especialista em Recursos Humanos e Gestão de Pessoas.
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Marcadores: Empregabilidade e recursos humanos
Redes sociais podem ajudar a conseguir um bom emprego
nov.10, 2009 in Carreira
Quem está procurando ou já andou buscando vagas de emprego nos últimos anos, deve ter notado que a tendência de segmentação das redes sociais também atingiu o mundo corporativo. Levando-se em conta o fato de que, atualmente, cerca de 70% das vagas disponíveis no mercado são preenchidas por meio de indicações, manter um bom relacionamento e mostrar o seu talento para a sua classe de trabalho pode ser fundamental para o seu crescimento profissional.
Assim, sites de relacionamento focados em empregos, como o LinkedIn e o Eacademy, se tornaram o endereço certo para quem deseja manter contato com sua rede de relacionamento também no mundo virtual.
Neles, são formadas comunidades de pessoas com interesses profissionais em comum e com objetivos semelhantes. Desta forma, além de apresentar um retrato bem fiel da sua rede de contatos do mundo real, tais sites permitem que você conheça outras pessoas que possam ajudar a galgar novos horizontes na sua carreira.
Porém, as oportunidades de emprego não estão restritas ao universo das redes de relacionamento exclusivas do mundo corporativo. Colocar informações profissionais atualizadas nos seus perfis de sites mais abrangentes e populares, como o Orkut ou Facebook, pode ser uma boa ideia também.
Exemplo disso é o caso do jornalista Fernando Tavares, que conseguiu uma vaga em seu atual emprego através do Twitter. "Vi um tweet com o anúncio da vaga e mandei um reply (resposta) sem muita pretensão", conta. A partir de sua página na ferramenta de microblogging, o empregador teve acesso ao seu blog e outras redes e sites nos quais pôde fazer uma avaliação preliminar. "Tenho certeza que a resposta pelo Twitter e a minha atuação nas redes sociais contaram bastante para uma boa primeira impressão e, claro, para minha contratação".
Por outro lado, não basta preencher o seu perfil nas redes sociais com boas referências profissionais. É de fundamental importância fugir de algumas armadilhas que possam "queimar o seu filme" diante do empregador. De acordo com o consultor Roberto caldeira, autor do livro "Os Segredos do Entrevistador"
A primeira, como em qualquer outro lugar no qual é divulgado o seu currículo, é preciso evitar exageros e nunca inventar qualificações inexistentes. A segunda envolve aspectos pessoais, mas que podem afetar sua vida profissional, como entrar em comunidades do tipo "Tenho vontade de matar meu chefe" ou postar reclamações sobre o seu trabalho no Twitter ou em outras ferramentas de trocas de mensagens públicas. "Ninguém é obrigado a amar o chefe ou a empresa —de preferência procure outro emprego—, mas também não precisa publicar por aí", diz Caldeira em seu blog.
Postado por Franco Moraes às 16:09 0 comentários
Marcadores: Empregabilidade e recursos humanos
Faculdade Aberta para Maior Idade
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
A Faculdade Politécnica de Sumaré encaminhou um ofício comunicando que estão abertas as inscrições para o Projeto FAMI: Faculdade Aberta para Maior Idade,destinado às pessoas que queiram manter-se atualizadas, ter acesso a novos conhecimentos, participar de atividades ligadas à educação, à cultura e ao lazer, mantendo os laços com a Faculdade ou, quem sabe, ter a oportunidade de frequentá-la pela primeira vez.
O projeto tem a Coordenação da Profa. Ms Maria Francisca Teresa Quagliato das Neves Grillo conta com cursos semestrais oferecidos, de segunda quinta-feira, para o ano de 2010, das 14h às 17h, com aulas específicas a cada dia, oferecendo várias práticas.
No Projeto estão contempladas aulas de Danças Circulares dos Povos Indígenas, Plantas Medicinais, Dança de Salão, Artesanato, Yoga, Literatura e Informática, Canto Coral, Musicalização, História das Artes (com possíveis visitas a locais estudados), Plantas Medicinais Teatro, Neurolinguistica entre outras.
Com esse Projeto, a Politécnica de Sumaré, pretende estreitar ainda mais os laços com a comunidade, objetivando melhoria da qualidade de vida, tanto individual quanto coletiva da população com maior idade.
Os interessados deverão entrar em contato com a Central de Atendimento da faculdade para fazer sua inscrição, das 9h às 20h. São 60 vagas disponíveis.
Para melhor conhecer o PROJETO FAMI: FACULDADE ABERTA PARA MAIOR IDADE, venha visitar-nos à Praça da República, 72 - Centro - Sumaré, ou acesse o site: www.seufuturonapratica.com.br
Postado por Franco Moraes às 14:01 0 comentários
Marcadores: Melhor Idade