O Programa Escola da Família (PEF) promove, no próximo domingo, dia 6/9 às 10h, a abertura da III Olimpíada do PEF, no Ginásio o Ginásio Poliesportivo
Municipal “Agostinho Fávaro”, em Paulínia/SP. O evento conta com a participação de autoridades municipais, representantes da Diretoria de Ensino da Região de Sumaré (DERS), gestores e educadores das unidades escolares e frequentadores do programa.
A Olimpíada do PEF é o maior evento promovido pelo programa e, em sua terceira edição, ganhará o atletismo, além dos outros esportes já consagrados, como futsal, voleibol, handebol, basquete, tênis de mesa e os jogos de tabuleiro, damas e xadrez. Na abertura, durante da solenidade haverá também apresentações de dança, canto e performances variadas.
Os jovens que frenquentam o PEF participarão nos próximos meses de uma maratona de jogos que culminarão no encerramento e entrega de medalhas previsto para dezembro de 2009. A DERS, que gere as atividades do programa nas cidades de Hortolândia, Paulínia e Sumaré, vê com bons olhos o programa que existe desde 2003 em 31 escolas da Diretoria de Sumaré.
No Estado o programa conta, atualmente, com 4.600 profissionais da educação e mais de 4 mil voluntários para criar uma cultura da paz, despertar potencialidades e desenvolver hábitos saudáveis junto aos mais de 7 milhões de jovens que vivem no Estado de São Paulo. O objetivo do PEF é a abertura, aos finais de semana, de 2.335 escolas da Rede Estadual de Ensino, transformando-as em centro de convivência, com atividades voltadas às áreas de esporte, cultura, saúde e trabalho. (dados disponíveis em http://escoladafamilia.fde.sp.gov.br/apresentacao.htm)
*Informações:
Franco Moraes
Assessoria de Imprensa da III Olimpíada do Programa Escola da Família
Tel: 19-9227-9338 - e-mail: francomoraes@uol.com.br
Rita Gambini
Comissão organizadora da III Olimpíada do Programa Escola da Família
e-mail: ritinhagambini@yahoo.com.br
Alexandre Valério do Nascimento - PCOP - PROJETOS ESPECIAIS
Programa Escola da Família D. E. Região de Sumaré
Fax DERS: 19-3873-3951 e-mail: pef.sumare@yahoo.com.br
Programa Escola da Família abre a III Olimpíadas no domingo
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
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Marcadores: Matérias para imprensa
Especialistas dão dicas de estudo
Não bastasse o peso da escolha da carreira, há ainda a carga de matérias e de conteúdo para estudar. Confira algumas técnicas que podem ajudar neste processo.
Veja o vídeo, clique aqui.
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/ edição do dia 03/09/2009 RSS O Portal de Notícias da Globo
03/09/09 - 12h35 - Atualizado em 03/09/09 - 12h35
Disponível em:
http://g1.globo.com/jornalhoje/0,,MUL1291313-16022,00-ESPECIALISTAS+DAO+DICAS+DE+ESTUDO.html
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Marcadores: Artigos sobre educação
Teste vocacional auxilia na escolha profissional
Todo ano 800 mil alunos desistem da universidade. A segunda reportagem da série especial sobre vestibular mostrar alguns caminhos para o jovem acertar na escolha.
Todo ano 800 mil alunos desistem da universidade. Vamos mostrar alguns caminhos para o jovem acertar na escolha.
André chegou a passar no vestibular para agronomia, mas foi no primeiro emprego que descobriu a vocação. Este ano ele vai fazer vestibular para relações públicas.
“Aqui que eu percebi que eu tinha facilidade para falar, para manter contato, relacionar com as pessoas”, diz André Dias Nogueira Bueno, analista de recursos humanos.
André poderia ter evitado a mudança e o estresse que ela gerou se tivesse seguido um conselho simples: “Conhecer o perfil dele pra ver se o perfil dele adequa com o perfil daquele profissional e conhecer as profissões, que eu acho que é o básico. Ele tem que conhecer”, comenta Simone Maria Machado da Silveira, psicóloga escolar.
Pesquisar nas páginas das universidades na internet é outro conselho dos orientadores. “Que disciplinas eles vão estudar, até para poder fazer esse mapeamento: tem muita coisa que eu não gosto?”, diz Marisa Tavares, orientadora vocacional.
A maioria das escolas particulares e algumas públicas oferecem esta orientação. “Você acaba descobrindo pra que você é mais voltado, do que você gosta mais. Qual área te interessa mais”, diz Laís Moisés Salim Kilson, 17 anos.
Os testes também mostram as carreiras que estão em expansão, exigências e como está o mercado de trabalho de cada profissão.
“Eu tava com uma dúvida muita grande entre Direito e Medicina. Consegui decidir, Direito”, diz Artur Bacha, 17 anos.
Walter espera encontrar o caminho na orientação profissional que é feita de graça pela universidade onde ele vai prestar vestibular. Muitas instituições oferecem o serviço
Tudo começa com uma conversa com a psicóloga.
“Você diria que tem clareza sobre as coisas que gosta?”, pergunta a psicóloga.
“Clareza sim, agora a dificuldade mesmo é decidir o que eu gosto mais e o que eu gosto menos”, responde.
“Parece que é uma incompetência pessoal e não é. É um momento de angustia pra grande parte dos jovens, no entanto alguns lidam com a angustia fazendo uma escolha pouco refletida e pronto”, afirma a psicóloga.
Uma opção que pode ajudar na escolha profissional é participar dos programas de visita oferecidos por algumas universidades para conhecer melhor os cursos.
No laboratório ficou mais fácil entender como funciona um consultório de dentista.
“O curso de odontologia são nove períodos. Depois da graduação, você vai completar a sua vida profissional com cursos de aperfeiçoamento, especialização”, comenta Margareth Teixeira Frenandes, dentista – PUC Minas.
“Não tinha nenhuma idéia de como que fosse a escola de odontologia. Todo mundo passa por dentistas e tal e não imagina o trabalho que tem”, diz Luisa Itabaiana, 16 anos.
Visitar empresas também pode ajudar o candidato a escolher uma carreira. É uma oportunidade de conhecer o dia a dia dos profissionais. Uma turma veio descobrir como é o trabalho de quem optou pela mineração.
“Com relação a salário. Pode variar de R$ 2 a R$ 12 mil, mas como eu disse quanto mais especializado maior o seu retorno financeiro”, diz uma representante.
“Normalmente você vai trabalhar isolado numa floresta num deserto numa região gélida. Você vai ter que subir em equipamentos em grandes alturas se você tem vertigem você pode passar mal. Numa mina subterrânea e tiver claustrofobia, você vai passar mal”, diz outro.
Mesmo amando a natureza a engenharia de mineração saiu definitivamente da lista de Bárbara. “Muito pesado. Meu negócio não é nada disto. Quero pro mar cuidar dos peixes das tartarugas”, diz ela.
Para Otávio a certeza. A onda dele é mesmo esta. “Fiquei mais interessado agora . Que eu não conhecia direito. Mineração é a minha praia”, diz Ótavio Augusto de Souza, estudante.
Clique nos links abaixo e faça testes vocionais online sugeridos pela orientadora vocacional.
http://www.carlosmartins.com.br/testevocacional.htm
http://www.ikwa.com.br/vocational_test/professional
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edição do dia 02/09/2009 RSS O Portal de Notícias da Globo
02/09/09 - 12h35 - Atualizado em 02/09/09 - 14h28
Disponível com vídeo em:
http://g1.globo.com/jornalhoje/0,,MUL1289773-16022,00-TESTE+VOCACIONAL+AUXILIA+NA+ESCOLHA+PROFISSIONAL.html
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Marcadores: Artigos sobre educação
A dificuldade de escolher a carreira certa
Na primeira reportagem da série especial, o Jornal Hoje mostra as angústias e dúvidas dos jovens para escolher um curso durante o vestibular.
Cinco milhões de jovens decidem a partir de agora que carreira seguir. Começa a fase de inscrição nas universidades e o Jornal Hoje preparou uma série de reportagens pra você que deve estar ansioso.
Medo. “Se eu não passar no vestibular? Se eu não passar nem no terceiro ano?”, diz um jovem.
Indecisão. “São duas letrinhas que todo o dia eu acordo pensando”, afirma um aluno.
“Eu fico assim? Se se se?”, diz outro estudante.
Dúvidas, muitas dúvidas. “Eu tô um pouco em dúvida entre comunicação e relações internacionais”, diz uma jovem.
“Em dúvida entre as engenharias que tem por aí”, diz uma outra estudante.
E na hora H? “Eu acho que é uma escolha muito importante pra escolher no uni duni tê”, diz outra.
“Colocar no papel as suas idéias é uma forma de você dialogar com você mesmo. Considere você neste momento como um ser importantíssimo. O que eu gosto o que é que me da prazer. Reflita na importância da ocupação que te permita conciliar sustento e prazer”, diz Delba Barros, coordenadora de orientação profissional – UFMG.
Pressão. “Se eu não agradar minha família?”, diz um rapaz.
“Eu quero tentar fazer economia, talvez ciência da computação, minha mãe no fundo quer que eu faça medicina mesmo”, diz um outro aluno.
“Eu sou médico e ela decidiu fazer medicina. Então ela sabe. Eu chego em casa tranquilo, gosto do que eu faço e eu acho que a influencia não foi direta”, diz Bruno Naves, médico.
“Ele pode falar para o filho sobre sua própria experiência profissional, como é a sua rotina, os desafios que ele enfrenta e quando o pai relata sua própria experiência, ele se aproxima deste filho porque ele se humaniza e aí ele abre um canal de comunicação”, diz Flávia Fialho, psicóloga.
Toda ajuda é bem vinda, mas o jovem deve decidir sozinho qual carreira seguir. “Tem muitas opções e muitos campos para decidir”, diz uma jovem.
São mesmo muitas opções. Hoje no pais existem 550 graduações diferentes, segundo o ministério da educação profissões tradicionais como direito , medicina e engenharia, dizem os analistas de mercado, continuam a oferecer muitas vagas, mas estas carreiras tão antigas hoje estão repaginadas.
“Direito por exemplo, vou ter que começar a mexer com direito autoral na internet”, diz Carlos Antônio Leite Brandão, professor.
As novas carreiras exigem combinações de áreas diferentes diz o professor. Ele pesquisou oitenta e uma novas profissões que surgiram nos últimos anos.
“Nanocirurgião que é uma mistura de médico com técnico ou os dois trabalhando juntos. Um outro especialista, por exemplo, já emergente, seria o gestor de águas, no campo da engenharia que vai ter que lidar com biologia, vai ter que lidar com meio ambiente. O profissional do futuro, ele vai ter que trabalhar com essa interface de saberes, conexão de saberes, com esses problemas inéditos. Com muito refinamento não apenas técnico mas ético e cultural”, diz Carlos Antonio Leite Brandão, diretor do Instituto de Estudos Avançados – UFMG.
“E se quando eu tiver começado o curso, ou no meio ou no fim eu descobrir que é outra coisa que eu quero e que eu não gosto disso?”, dia uma aluna.
“Mudar quer dizer que há outras possibilidades. Isto não é um fracasso. Isso na verdade isto é um sinal de maturidade. Muitas escolas aceitam pedidos de reopção”, diz Delba Barros.
É o que Laura pensa em fazer. “Meu primeiro dia de aula eu cheguei em casa chorando”, diz ela.
Ela está no primeiro semestre de economia. “Eu não gosto muito de calculo. Esta área que a economia tem de exatas às vezes me assusta um pouco”, diz ela.
Você não está sozinha, Laura. Em média 22% dos estudantes abandonam os cursos por ano no Brasil. São 12% nas instituições públicas e 26% nas privadas.
Os alunos de medicina são os que menos desistem, apenas 5%. Já a ciência da computação é o curso com o maior índice de evasão, 28%.
“Ele imagina que ao entrar num curso da ciência da computação ele vai trabalhar rapidamente com programação com web, web design. Ele vai trabalhar com games. É mais teoria é mais matemática, mais lógica. Então são disciplinas pesadas para as quais ele nem imaginava que faziam parte da grade curricular deste curso”, diz Oscar Hipólito, físico e pesquisador.
Então, aqui vai uma dica valiosa: informe-se sobre os cursos que você tem interesse em fazer. Com a internet, a orientação nas escolas e faculdades, não tem desculpa pra falta de informação.
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edição do dia 01/09/2009 RSS O Portal de Notícias da Globo
01/09/09 - 12h34 - Atualizado em 01/09/09 - 14h09
Disponível com vídeo em:
http://g1.globo.com/jornalhoje/0,,MUL1288282-16022,00-A+DIFICULDADE+DE+ESCOLHER+A+CARREIRA+CERTA.html
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Marcadores: Artigos sobre educação
Oficina de scrap no ateliê Tulipa Country, em Campinas
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Dia 12 de setembro haverá uma super oficina de scrap no ateliê Tulipa Country, em Campinas. Até quem nunca fez scrap pode participar, pois o projeto do mini-álbum vem pronto e com material incluso.
O legal é que num único layout você vai aprender várias técnicas. São 4 horas de diversão. Não perca. Dia 12 de setembro das 9h às 13h. Quem quiser reservar a vaga e garantir o projeto original deve passar no ateliê, que fica na Rua Santos Dumont, 362 (sobreloja), no Cambuí.
As vagas são limitadas. Contato com Ligia pelo telefone 8201.8245 ou pelo email trilhadoscrap@hotmail.com. Vejo você lá!
Ah! Quem quiser ver o projeto do mini-álbum é só acessar http://trilhadoscrap.blogspot.com
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Marcadores: Exposições e eventos culturais
Turismo de negócios
Silvestre Gonçalez
O turismo de negócios é um dos segmentos de turismo que vem crescendo nas capitais e no interior das cidades do Brasil. Há um bom tempo a pessoa que viaja a trabalho não era considerada turista. Os profissionais do turismo perceberam que apesar do deslocamento para outros lugares a serviços profissionais, essa pessoa não deixa de ser turista porque nos momentos de descanso passa a usufruir o que a cidade oferece.
O setor de turismo e lazer no país vem crescendo vertiginosamente e segundo analistas da área essa atividade está se tornando a segunda maior geradora de renda no país. O turismo de negócios pode e deve servir como opção para atrair mais investimentos às cidades que explorar esse segmento.
Opção essa aceita pelo Departamento de Agricultura e Turismo da Prefeitura de Sumaré que trabalha na fomentação do turismo de negócios em conjunto com atrativos históricos, culturais e ambientais. O objetivo é o fortalecimento dos micro e pequenos empresários e empreendedores do setor de turismo com apoio ao setor de hotelaria e gastronomia, garantindo autonomia e geração de oportunidades para os negócios de turismo.
Além das opções tradicionais como o turismo rural, ecológico, histórico e cultural a cidade de Sumaré oferece festas populares como a Festa de Santana, Mandioca, Rodeo Festival, dentre outras que se apresentam como alternativas ao turista.
Sumaré integra o Circuito Turístico de Ciência e Tecnologia (CT2), que contempla 11 municípios: Americana, Campinas, Hortolândia, Indaiatuba, Jaguariúna, Limeira, Nova Odessa, Pedreira, Piracicaba e Santa Barbára, cujo objetivo principal é criar ações capazes de promover, ampliar e intensificar a utilização da ciência e tecnologia como forma de incrementar o desenvolvimento socioeconômico da região.
Segundo o vice-prefeito de Sumaré, Vilson Alves (PV), “a cidade congrega um pólo industrial significativo e diversificado, onde diariamente recebe turistas de negócios que são executivos, empresários, vendedores, representantes comerciais, investidores entre outros, que passam o dia na cidade e acabam gerando renda ao município através do setor de alimentação, hospedagem, entretenimento e outros”.
O diretor de Agricultura e Turismo da Prefeitura de Sumaré, Ivan Rovagnelli, tem trabalhado no sentido de incentivar a vinda de novos empreendimentos no município, principalmente na área de Agronegócios e disse ainda “que a agricultura enfrenta muita dificuldade de sobrevivência em nossa região, devido ao alto custo da terra e a proximidade das zonas urbanas. Em contrapartida temos um grande potencial de áreas disponíveis para instalação de novas empresas no eixo da Rodovia dos Bandeirantes, que facilita o acesso ao Aeroporto Internacional de Viracopos”.
Por essas e outras razões não pode ficar a espera dos turistas, deve-se organizar e preparar melhor para receber essas pessoas e este tem sido o grande desafio do Departamento de Agricultura e Turismo e da Administração Pública de Sumaré.
Silvestre Gonçalez – jornalista profissional diplomado - Sumaré-SP
e-mail: silvestre@desktop.com.br
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Marcadores: Empregabilidade e recursos humanos
O segundo pilar da autoestima: A autoaceitação!
Prof. Chafic Jbeili – www.chafic.com.br
Havia uma jovem que trabalhava em um gabinete ao lado onde eu fui assessor parlamentar há alguns anos. A moça tinha uns 25 anos, aproximadamente. Esbaldava ótima apresentação vestual e sua expressão era sempre a de alguém em paz com a vida. Certo dia, fui além do bom dia e boa tarde e a elogiei: “Você se veste muito bem!”. Ela não demorou muito e respondeu: “Ah, que nada! Esta roupa já está batida, comprei há anos...” e continuou depreciando seus trajes da cabeça aos pés, até que sem graça e decepcionado, sai de perto e fui embora engasgado sem entender bem o que havia acontecido.
Dias depois , em outra oportunidade de corredor, soltei-lhe um chiste: “Como uma moça tão bonita e bem arrumada desperdiça um elogio tão despretensioso e sincero assim?”, mas ela respondeu se defendendo e dizendo que não jogou o elogio fora, apenas havia sido franca em dizer sobre as roupas dela e que afinal não se achava tão bonita assim.
Bem, quando elogio ela recusa e começa a se depreciar, quando aponto um defeito e digo que ela não aceita um elogio, então nega. Como se vê, ela padece de autoaceitação, este segundo pilar da autoestima. Acontece que para ela usufruir autoaceitação precisa antes tomar a atitude de viver conscientemente. Veja como o segundo pilar depende do primeiro!
A idéia do Dr. Nathaniel Branden nominar de “pilares” as dimensões da autoestima é bastante oportuna e pertinente, pois assim como um ed ifício não pode se sustentar sem qualquer um de seus pilares, da mesma forma a autoestima não pode existir em uma condição saudável sem qualquer um de seus pilares, em especial este segundo, considerado mais central do que os demais, embora todos sejam ou estejam intensamente interligados e dinâmicos entre si.
A atitude da autoaceitação é o segundo pilar da autoestima e o Dr. Branden afirma que “[...] a não aceitação de si mesmo é a recusa em manter relacionamento antagônico consigo mesmo”. Desta forma, a título de exemplo, a criança que cresce ouvindo adjetivos depreciativos sobre si, desconfiará de qualquer elogio no futuro, pois o que o outro diz a seu respeito contradiz a autoimagem registrada em seu cérebro e, por isto, não aceita. O contrário também é verdadeiro: A criança muito mima da e paparicada terá maior dificuldade aceitar seus defeitos quando adulta.
A atitude de autoaceitar é estar do próprio lado e agir a favor ou em favor de si mesmo, resguardadas as devidas proporções. Especialistas em saúde mental concordam que tanto o cliente em tratamento psicoterápico quanto o aluno em sala de aula poderão apresentar maior dificuldades em assimilar adequadamente um novo aprendizado se, eventualmente, a recusa em aceitar a si próprio for intensa e profunda.
Esta afirmativa faz sentido, na medida em que a pessoa que não se aceita, rejeita inconscientemente qualquer melhora ou crescimento mais significativo, podendo inclusive boicotar-se simplesmente por não saber colocar-se do próprio lado e agir em favor de si mesmo. Neste caso, não se deve confundir com o egoísmo, pois enquanto no agir em favor de si mesmo é aceitar a porç& atilde;o que lhe é devida, no egoísmo a pessoa não quererá compartilhá-la, o que é bem diferente.
Observe que muitos clientes de psicoterapia abandonam o tratamento justamente quando estão começando a sentir algum progresso mais substancial. Esta dinâmica pode ser, entre outras coisas, indícios de autosabotagem em função do despreparo em relação à atitude da autoaceitação.
Invariavelmente, o não desenvolvimento ou a degradação do segundo pilar da autoestima faz com que a pessoa nutra desde intolerância até ódio por si mesmo, podendo chegar a níveis mais preocupantes e desencadear atitudes de autoagressões, autopunições, automutilações e até mesmo a renúncia direta ou indireta pelo desejo de viver.
O caminho da restauraç&atil de;o deste importante pilar da autoestima é empreender ações que visam despertar na pessoa pensamentos, palavras e atitudes de autoafirmação. é preciso que a própria pessoa consiga repetir em voz alta que respeita a si mesma; que tem valor e que tem o direito de ser quem ela é. Mais uma vez, estas ações não devem servir para fazer com que a pessoa fique estagnada em uma determinada condição, mas que possa reconhecer e aceitar tal condição como ponto imediato de partida para uma situação ou condição mais elaborada.
Não é o fato de uma pessoa mal educada, social e moralmente inconveniente declarar-se deste jeito e fazer com que o outro a aceite assim. Mas é o caso dela mesma avaliar a impertinência desta sua condição e decidir-se evoluir em termos de maior produtividade e melhor qualidade de vid a social. Para cada lugar existente e de acesso disponível há um comportamento mínimo esperado. Para cada relacionamento, independentemente dos níveis de interação, há uma reciprocidade mínima esperada. Tanto nos lugares quanto na presença de outras pessoas, qualquer um pode continuar sendo quem ele é, mas de um jeito mais condizente e harmonioso. Infelizmente, muitas pessoas têm tido maior facilidade em trocar de personalidade do que mudar de atitudes.
é pela autoaceitação que estas nuanças poderão ser melhor percebidas e mais adequadamente trabalhadas. O simples fato de alguém ter a coragem de pedir e buscar ajuda é um ótimo sinal de autoaceitação. Lembra do ditado popular? “O pior doente é aquele que não reconhece a doença”. Quem não reconhece a doença, dificilmente pedir á ajuda. Porém, a glória da restauração e desenvolvimento do segundo pilar da autoestima se efetiva quando uma pessoa que passou boa parte de sua vida se sujeitando a humilhações e abusos de toda natureza resolve dar um basta nesta condição e diz para si mesma: “Agora chega!”. Esta declaração é um marco histórico na evolução de sua situação.
é preciso operar em favor de si mesmo quando ninguém mais pode fazê-lo, agindo positivamente e decidindo mudar uma situação indesejada, nem tanto por causa da submissão em si, pois esta tem seus limites aceitáveis, mas certamente por causa da mínima e qualquer condição de subjugação. Esta deve ser inaceitável!
Em seu livro “Sentido e contra-senso da revolta”, Julia Kristeva destaca os a spectos positivos e extremamente necessários da revolta. Tida como algo pejorativo e antisocial, a revolta, quando utilizada e aplicada em determinadas situações é altamente indicada. Afinal, apesar de óbvio ninguém deveria aceitar para si o que é inaceitável para qualquer um.
A atitude de autoaceitação é para pensamentos, características pessoais e demais coisas que são de modo geral aceitáveis, de modo geral. De outra forma, é preciso lançar mão da revolta inteligente e determinar a mudança, decidindo-se posicionar do próprio lado e em favor de si mesmo. Este é o contra senso da revolta! Dizer “chega!” à humilhação, ao abuso e à subjugação.
Quando eu digo sobre aceitar as coisas aceitáveis, estou me referindo, por exemplo, a recusa de algué m em olhar-se no espelho só porque não aceita suas medidas, a cor de sua pele, o formato do cabelo, o tamanho do pé ou coisas deste tipo, mas indubitavelmente é preciso aceitar cada imperfeição como sendo particularmente sua. Isto não quer dizer, repito, que aceitar-se seja conformar-se. A partir da aceitação é que a mudança poderá ser empreendida.
Para que haja mudança e crescimento é preciso que haja autoaceitação. Aceitar-se a si próprio é estagnar-se na condição ou situação atual, mas reconhecer que tal condição ou situação é um ótimo ponto de partida para a condição ou situação que se deseja alcançar.
Quando a pessoa resiste reconhecer em si os próprios defeitos ou a enfrentar a fonte de seus dissabores vivenciais , então a angústia se fortalece e a ansiedade tende aumentar. Entretanto, quando esta pessoa identifica e reconhece, aceitando, suas imperfeições e decide enfrentar aquilo que ela teme, permitindo e incentivando aflorar à consciência o que estava latente, então, a idéia adoecedora, que antes era forte se enfraquece e se dissolve naturalmente.
A atitude da autoaceitação começa quando a pessoa reconhece em si a antagônica condição humana, posto que é imperfeita apesar de fascinante; ignorante apesar de estudada; aprendente apesar de docente; confiante apesar de traída; cansada apesar de determinada; ingênua apesar de inteligente; errante apesar de assertiva, enfim, todos somos tudo e também somos nada. é a atitude da pessoa que dirá quem ela é, apesar do tempo, do lugar, das pessoas e das circunstâncias.
Só não quer se conhecer quem não se aceita. Quem não se aceita e, por isto, recusa saber quem é, então, variavelmente acabará sendo quem os outros dizem que é e, assim, acabará se conhecendo pelo outro e não por si mesma, o que seria muito mais prazeroso, verídico e adequado. Se uma pessoa demonstra ainda não conseguir conviver com seus próprios defeitos e imperfeições, estimule-a a aceitar pelo menos as próprias qualidades, para que não fique total e aleatoriamente à mercê da opinião dos outros e, por consequência, estabeleça imagem mental de si mesma, bem diferente da própria realidade, estruturada essencialmente em determinações alheias.
Encerro esta crônica com uma reflexão assinada por Mark Twain “[...] Daqui a alguns anos você estará mais arrepend ido pelas coisas que não fez do que pelas que fez. Então solte suas amarras. Afaste-se do porto seguro. Agarre o vento em suas velas. Explore. Sonhe. Descubra”.
Na próxima segunda escreverei sobre o terceiro pilar da autoestima: a auto-responsabilidade.
Um abraço,
Prof. Chafic
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Marcadores: Artigos sobre educação